terça-feira, 8 de março de 2011

Não basta ser mulher, melhor seria ser feminina

Muitas mulheres e muitos homens não percebem esta porção de origem genética, por isso pertencente a todos e todas, e possível de ser desenvolvida pela educação.

A porção feminina está em extinção até mesmo em algumas mulheres, é só perceber como algumas adotam o jeito masculino para sobrevier, seja em empresas, em indústrias, no transito, em direção de qualquer instituição ou mesmo na relação afetiva - sexual entre casais. São poucas a que buscam o equilíbrio entre o feminino e o masculino.

Pois, muitas e muitos, culturalmente vivem a oposição entre masculino X feminino. Demarcando atitude de mulher é a de homem, reforçando, portanto a dualidade, a segregação, a separação.

Está, portanto, posta mais uma vez, a manutenção da sociedade dual, machista e feminista. Sensibilidade não pertence à mulher ou a homem, aprendemos a desenvolver esse sentimento, depende da educação que estamos tenho,depende a cultura que norteia a nossa sociedade: família, igreja, escola, cinema, teatro, grupos diversos.

A lei é fundamental, mas não é essencial. Ela não vai à raiz do problema, ela só atinge as consequências. Ainda vai rolar discriminação entre aquilo que deve ser papel de mulher e de homem, caso não invistamos na EDUCAÇÂO, onde o importante não seja o poder, a segregação, a luta entre sexos, mas a vida, o ser humano, as pessoas.

Onde seja defendido a ideia de quer o poder é para servir e não para dominar, manipular, humilhar. Hoje em nossa sociedade prevalece a luta do sexo, neste caso a manutenção do poder patriarcal de ideologia e cultura machista, defendido não só por homens, mas também por muitas mulheres.

Peço desculpas A TODAS AS PESSOAS por não falar palavras bonitas, por não ter escrito poesias, a realidade é nua e crua. Hoje, estou solicitando que muitas mulheres e homens lutem para debater a verdadeira essência do machismo e do feminismo e que busquemos o equilíbrio entre o feminismo e o masculino pertencente em todos nós.

Então, feliz dia 8 de março, dia da mulher?
Eu, na busca do equilíbrio perfeito: feminino e masculino: MOISÉS OLIVEIRA







domingo, 23 de janeiro de 2011

Extradição é arma contra Dilma, diz Battisti


De São Paulo,

23/01/2011 - 07h02

Na primeira entrevista após o ex-presidente Lula negar sua extradição, o italiano Cesare Battisti se disse perseguido pela Justiça brasileira e afirmou que a pressão para entregá-lo tem como objetivo "afetar o governo Dilma".

Ele falou à próxima edição do jornal semanal "Brasil de Fato", que antecipou parte das declarações na internet.

"Virei uma moeda de troca para muitas coisas. Se o Lula desse essa decisão antes, iam em cima dele, porque me derrotar também é derrotar o Lula. Agora, o objetivo principal da direita brasileira, nesse caso, é afetar o governo Dilma", disse Battisti, num presídio do Distrito Federal.

Ex-integrante da organização radical PAC (Proletários Armados para o Comunismo), ele foi condenado por quatro homicídios na Itália, nos anos de chumbo, e está preso no Brasil desde 2007.

Em 31 de dezembro, no último dia de seu governo, Lula anunciou que ele não seria extraditado e ficaria no Brasil como "imigrante". A decisão pode ser revista pelo STF.

Ao jornal o italiano afirmou que a decisão de Lula foi um "ato de coragem" e que a nova contestação na Justiça seria algo "absurdo" e "impensável" em outros países.

SOBERANIA

Segundo ele, a concessão de refúgio é um ato de soberania dos países e não deve ser contestada no exterior.

"Não existe um país no mundo onde a extradição não é decidida pelo chefe do Executivo", afirmou. "Sou perseguido pelo Estado italiano e pelo Judiciário brasileiro. Essa perseguição não é grátis. Não se desrespeitaria por nada uma decisão do presidente da República."

Battisti disse estar "traumatizado" com a repercussão do caso, que provocou protestos contra Lula na Itália e no Parlamento Europeu.

"Fabricaram um monstro que não tem nada a ver comigo", disse. "É difícil falar disso, essa é a razão pela qual fiquei traumatizado e precisei de um psiquiatra."

Ele disse ter taquicardia sempre que ouve uma menção à Itália no noticiário, mesmo que sem relação com seu caso. "Só de ver alguma coisa que não tem muito diretamente a ver comigo meu coração dispara, já não me controlo, fico em um estado semiconsciente".

O STF voltará a analisar o caso Battisti em fevereiro.

Livraria da Folha

Na primeira entrevista após o ex-presidente Lula negar sua extradição, o italiano Cesare Battisti se disse perseguido pela Justiça brasileira e afirmou que a pressão para entregá-lo tem como objetivo "afetar o governo Dilma".

Ele falou à próxima edição do jornal semanal "Brasil de Fato", que antecipou parte das declarações na internet.

"Virei uma moeda de troca para muitas coisas. Se o Lula desse essa decisão antes, iam em cima dele, porque me derrotar também é derrotar o Lula. Agora, o objetivo principal da direita brasileira, nesse caso, é afetar o governo Dilma", disse Battisti, num presídio do Distrito Federal.

Ex-integrante da organização radical PAC (Proletários Armados para o Comunismo), ele foi condenado por quatro homicídios na Itália, nos anos de chumbo, e está preso no Brasil desde 2007.

Em 31 de dezembro, no último dia de seu governo, Lula anunciou que ele não seria extraditado e ficaria no Brasil como "imigrante". A decisão pode ser revista pelo STF.

Ao jornal o italiano afirmou que a decisão de Lula foi um "ato de coragem" e que a nova contestação na Justiça seria algo "absurdo" e "impensável" em outros países.

SOBERANIA

Segundo ele, a concessão de refúgio é um ato de soberania dos países e não deve ser contestada no exterior.

"Não existe um país no mundo onde a extradição não é decidida pelo chefe do Executivo", afirmou. "Sou perseguido pelo Estado italiano e pelo Judiciário brasileiro. Essa perseguição não é grátis. Não se desrespeitaria por nada uma decisão do presidente da República."

Battisti disse estar "traumatizado" com a repercussão do caso, que provocou protestos contra Lula na Itália e no Parlamento Europeu.

"Fabricaram um monstro que não tem nada a ver comigo", disse. "É difícil falar disso, essa é a razão pela qual fiquei traumatizado e precisei de um psiquiatra."

Ele disse ter taquicardia sempre que ouve uma menção à Itália no noticiário, mesmo que sem relação com seu caso. "Só de ver alguma coisa que não tem muito diretamente a ver comigo meu coração dispara, já não me controlo, fico em um estado semiconsciente".

O STF voltará a analisar o caso Battisti em fevereiro.

Livraria da Folha

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

TROQUE 01 PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES

"No futebol, o Brasil ficou entre os 8 melhores do mundo e todos estão tristes.
Na educação é o 85º e ninguém reclama..."


EU APOIO ESTA TROCA

TROQUE 01 PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES


O salário de 344 professores que ensinam = ao de 1 parlamentar que rouba


Essa é uma campanha que vale a pena!


Repasso com solidária revolta!

Prezado amigo!

Sou professor de Física, de ensino médio de uma escola pública em uma cidade do interior da Bahia e gostaria de expor a você o meu salário bruto mensal: R$650,00

Eu fico com vergonha até de dizer, mas meu salário é R$650,00. Isso mesmo! E olha que eu ganho mais que outros colegas de profissão que não possuem um curso superior como eu e recebem minguados R$440,00. Será que alguém acha que, com um salário assim, a rede de ensino poderá contar com professores competentes e dispostos a ensinar? Não querendo generalizar, pois ainda existem bons professores lecionando, atualmente a regra é essa: O professor faz de conta que dá aula, o aluno faz de conta que aprende, o Governo faz de conta que paga e a escola aprova o aluno mal preparado. Incrível, mas é a pura verdade! Sinceramente, eu leciono porque sou um idealista e atualmente vejo a profissão como um trabalho social. Mas nessa semana, o soco que tomei na boca do estomago do meu idealismo foi duro!
Descobri que um parlamentar brasileiro custa para o país R$10,2 milhões por ano... São os parlamentares mais caros do mundo. O minuto trabalhado aqui custa ao contribuinte R$11.545.
Na Itália, são gastos com parlamentares R$3,9 milhões, na França, pouco mais de R$2,8 milhões, na Espanha, cada parlamentar custa por ano R$850 mil e na vizinha Argentina R$1,3 milhões.


Trocando em miúdos, um parlamentar custa ao país, por baixo, 688 professores com curso superior!


Diante dos fatos, gostaria muito, amigo, que você divulgasse minha campanha, na qual o lema será:

'TROQUE UM PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES'.


Repassar esta mensagem é uma obrigação, é sinal de patriotismo, pois a vergonha que atualmente impera em nossa política está desmotivando o nosso povo e arruinando o nosso querido Brasil.
É o mínimo que nós, patriotas, podemos fazer.









--
Drª. Carla Beatris Valentini
Universidade de Caxias do Sul





quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Ninguém Nasce Odiando Ninguém

Não nascemos prontos, acabados, odiando uns e amando outros. Tampouco a outra pessoa é sempre violenta, agressiva. Pois, todos nós nascemos com predisposição a sermos violentos, agressivos, assim como passivos, da paz, tranquilos e tranquilas.

Assim, o natural se encontra com o cultural. Então, o que podemos ser depende muito de como nos educam desde criança, seja em casa, na igreja, na escola, nos grupos sociais, etc. Às vezes decidimos rejeitar a educação que recebemos, outras aceitamo-la. Nosso pensar e agir dependem dos valores que nos transmitiram e como nos relacionamos com eles.

Ninguém nasce dizendo que tem raiva de negros, de brancos, de pataxós etc., homoafetivo, católicos, protestante, budista, metodista,evangélico, candomblezeiro, umbandista, (...), isso aprendemos desde cedo, assim como o seu oposto.

A luta no combate de qualquer tipo de preconceito, descriminação, racismo não se conclui, na comemoração do 20 de Novembro. Este dia é para se comemorar as conquistas conseguidas pela luta de todos e todas os militantes que rejeitam a ideia de raça superior e inferior, de cultura superior e inferior, de grupo étnico inteligente e de não inteligente.

Pós 20 de Novembro, retomemos a luta no combate à separação racial, na construção da relação social, onde a cor da pele seja somente a cor da pele e não parâmetro para segregação, escolha, descriminação e seleção.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Pensando em nós

Acordei tácito, sufocado em mim mesmo ,preso em meus pensamentos, com uma profunda vontade de chorar, mas sem saber como e porque expressar;

Atônito com as descobertas que o meu coração pode me revelar, questionando o porquê o desamor no mundo pode se materializar;

Pensando como muitas pessoas podem ser Insidiosas ao representar, pela linguagem a frase vou te amar;

Esquecida das bocas das pessoas e dos dicionários, presa no pântano, a palavra amo-te deve ficar;

Retornando ao convívio dos humanos quando o atonismo retornar e por ele o coração se libertar;

Então,Te amo, Amor, aos corações e aos dicionários, ao convívio dos humanos, devem voltar.

Pensamento do dia, para os amantes da vida pela vida

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A lista NEGRA da OAB-SP



Por: Moisés Batista Santos de Oliveira

Quem não ficou sabendo que o Sr. Francisco Everardo Oliveira (o palhaço Tiririca) candidato pelo PR, D.F, foi o Deputado Federal mais votado do Brasil – 1,3 milhão,? Quem também não ficou sabendo que o mesmo deveria apresentar à justiça eleitoral declaração afirmando ser alfabetizado, só assim poderá sentar em uma das cadeiras da Casa dos Deputados Federais? Os curiosos e curiosas no acompanhamento deste episódio também sabem que o promotor eleitoral (Maurício Antonio Ribeiro Lopes), em entrevista em um jornal de Brasília, disse: “"Advogado é sórdido", se referindo ao advogado de Tiririca( Ricardo Vita Porto), isso porque o mesmo tinha protocolado a declaração faltando 10 min. para fechamento do fórum . Assim também, como ficaram sabendo da polêmica gerada por esta afirmação.Entretanto, nada disso chamaria minha atenção para escrever este texto se não fosse a declaração de representante da OAB-SP, dizendo que o nome do promotor poderia ser incluído na lista NEGRA da entidade.

Lista negra, mulher de cor negra. Negro, cor escura; preto; muito escuro; sombrio; escurecido pelo tempo ou pelo sol (...) homem de raça negra (...). É só passear no minidicionário de Silveira Bueno da língua portuguesa para saber a fonte da origem de negra e negro. Estamos quase na comemoração do dia 20 de novembro, data comemorativa do aniversário de morte de Zumbi dos Palmares, homem negro que muito fez para que homens e mulheres negros se tornassem livres e vistos como iguais, como cidadão e cidadã.

A OAB, enquanto uma instituição asseguradora da democracia e da pratica ética dos seus membros no exercício de sua profissão, deveria ter mais cuidado com frases, “lista negra” ou outras, que liga a cultura negra a coisa que não presta. Quer punir o promotor por ter cometido o mesmo, como foi dito, “a ofensa tem conotação criminosa (...), que faça, mas não de forma pejorativa e ofensiva aos homens e mulheres que muito fizeram e estão fazendo para imprimir outra conotação à cor negra, ao negro. Pois, negro é nossa cultura e preto a nossa cor. Thaís Araújo, atriz negra, em propaganda no globo televisão, diz isso muito.

Assim como a Ordem dos Advogados, de São Paulo, quer entrar com queixas contra o promotor por ele ter se referido à classe dos advogados de sujos, nojentos, infame, obsceno, deveríamos também, nós, militantes do movimento negro, militantes em favor da valorização dos negros e negras, brancos a favor do extermínio do preconceito e do racismo, entrar na justiça criminalizando a OAB-SP. por proferir frase de conotação pejorativa e racista que afeta a autoestima e inibição de muitos negros e negras se assemelharem, a se identificarem com a cor negra, com a cultura negra.

Muitos negros e negras, brancos também, que ainda não entenderam que frases como a dita por integrantes da OAB, assim como ouras encontradas, lamentavelmente, em livros didáticos em sala de aula, em televisão, em jornais e outros veículos de comunicação, só faz reforçar o pensamento do senso comum, “negro não presta, não tem valor, pois só está assemelhado ao que não presta, a coisas nagativas. Precisamos gestar outra forma de dizer as coisas, de desassociar o ser negro, a cor negra a coisa que não presta. Nós, brasileiro, somos tão criativos na arte de criar frases novas, por que então não mudarmos a forma de falarmos algumas frases velhas? A OAB- SP. poderia dizer lista de comportamento inadequado; de postura não condizente com nossa ética, com nossa prática. A OAB deveria ser mais provido, pois não foi nada providencial na luta do combate ao preconceito e do racimo. Se faz necessário pensarmos também como as frases estão conceituadas nos dicionário, para buscarmos mudanças nos mesmos.

Autor: OLIVEIRA, Moises Batista Santos. Professor de filosofia e História do Estádio da Bahia e professor de psicologia da Fundação Bahiana de engenharia.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Caminhada diária mantém o cérebro e a mente jovens

Por Minha Vida


Caminhada diária mantém o corpo e a mente jovens
A atividade física contínua aumenta circuitos que estimulam o cérebro

Caminhar diariamente é um ótimo exercício para deixar o corpo em forma, melhorar a saúde e retardar o envelhecimento. Entretanto, um novo estudo da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, mostra que esse efeito antienvelhecimento do exercício pode ser possível também em relação ao cérebro, aumentando seus circuitos e reduzindo os riscos de problemas de memória e de atenção.

Na pesquisa, publicada na edição de setembro da revista Frontiers in Aging Neuroscience, os especialistas acompanharam, por um ano, 70 adultos com idades entre 60 e 80 anos. E notaram que aqueles que faziam caminhadas regularmente tiveram muitos benefícios, comparados aos sedentários, não apenas fisicamente, mas em relação a sua função cerebral.

"O grupo aeróbico apresentou melhorias na memória, atenção e em diversos outros processos cognitivos", explicou o pesquisador Arthur F. Kramer, um dos coordenadores do estudo. De acordo com os pesquisadores, à medida que os idosos no grupo da caminhada ficavam mais em forma, a atividade cerebral (a conexão das "redes") aumentava de forma similar a alguém de 20 anos de idade.

Saiba Mais
Aprenda a comer depois de fazer exercíciosCoração saudável e atividade físicaCaminhada alivia a vontade de comer

Quando ficamos mais velhos, os padrões de conectividade diminuem e as "redes" não ficam bem conectadas para apoiar algumas atividades como, por exemplo, dirigir. Porém, com a ajuda do condicionamento aeróbico, essas "redes" se tornam mais coerentes. "Quando caminhamos, integramos estímulos visuais, auditivos, assim como sinais vindo das articulações e músculos, em relação a onde o pé está, o nível de força, e outros movimentos. É o velho conceito: se você não usa, você perde. Para que algo seja benéfico, precisamos fazê-lo repetidamente, e caminhar é uma atividade de repetição", concluiu o especialista.

Entretanto, segundo os autores, os resultados não acontecem do dia para a noite. Os efeitos no cérebro só começaram a ser observados no grupo de idosos que faziam caminhadas após 12 meses de prática. Por isso, os especialistas recomendam que, por ser uma atividade aparentemente simples, a caminhada seja adotada como hábito de saúde, principalmente pelos idosos.
10 motivos para você caminhar
Os consultores da assessoria esportiva MPR, Fábio Rosa e Emerson Gomes, listam a seguir dez benefícios que a caminhada diária pode fazer por você. Confira:

1- Aumenta a liberação de endorfinas, ajudando no combate do estresse, ansiedade e depressão.
2- Tonifica a musculatura das pernas, coxas e glúteos
3- Possui um gasto médio de 200-300 kcal/hora. Na subida o gasto calórico pode aumentar para até 450kcal/hora
4- Melhora a circulação sanguínea
5- Auxilia na prevenção de varizes
6- Auxilia no controle do colesterol, aumentando o HDL(bom colesterol) e diminuindo o LDL (mau colesterol)
7- Melhora a atividade do sistema imunológico
8- Aumenta o metabolismo de repouso, aumentando assim o gasto calórico diário
9- Aumenta a capacidade dos pulmões absorverem o oxigênio
10- Alivia os sintomas da TPM

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

29 milhões de brasileiros entram na classe média

Por GLAUBER GONÇALVES, estadao.com.br, Atualizado: 10/9/2010 14:54
FGV: 29 milhões de brasileiros entraram na classe média

De 2003 a 2009, um total de 29.063.545 brasileiros ascenderam para a classe C, a chamada nova classe média. Somente entre 2008 e 2009, período da crise financeira internacional, 3.172.653 pessoas passaram a fazer parte da classe C. Os dados constam da pesquisa 'A Nova Classe Média: O Lado Brilhante dos Pobres', divulgada hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
'Essa classe já representa mais da metade da população e tem um grande poder político e econômico, pois detém o maior poder de compra da população', afirmou o pesquisador e responsável pela análise, Marcelo Nery. O levantamento foi feito com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), relativa a 2009 e divulgada esta semana pelo IBGE, apontam que o número de brasileiros que compõem a nova classe média, cuja renda varia de R$ 1.126 a R$ 4.854, chegou a 94,9 milhões de pessoas e ultrapassou pela primeira vez os 50% da população.
De julho de 2009 a julho de 2010, a renda média dos brasileiros cresceu 7,7%, mostrou o estudo da FGV. O porcentual é superior à média anual de 3,8% registrada de dezembro de 2002 a dezembro de 2008. O levantamento mostrou ainda que o índice de Gini, que mede a desigualdade, recuou 1,4% entre julho de 2009 e julho de 2010. 'A desigualdade continua em queda, o processo de emergência da classe média é sustentável e diferente da Índia e da China, que crescem economicamente, mas nem tanto com redução de desigualdade', comentou Nery.
Ele disse ainda que o forte aumento da renda registrado no período de julho de 2009 a julho de 2010 também é resultado do fato de o País estar às vésperas de eleições. Segundo o pesquisados, este movimento costuma ocorrer em períodos que antecedem a ida dos brasileiros às urnas para a eleição presidencial.
O estudo da FGV identificou ainda que o crescimento do País nos últimos anos está mais baseado em geração de renda do que em consumo. Enquanto o índice sintético de potencial de consumo aumentou 22,6% entre 2003 e 2008, o índice de geração de renda subiu 31,2%. Para Nery, isso indica a sustentabilidade do crescimento. 'Está prosperando mais o lado trabalhador do que o lado consumidor', afirmou. 'Com isso, as empresas devem estar contentes, pois as pessoas vão poder continuar comprando.'
De acordo com o responsável pela pesquisa, 'não é só crédito e programas sociais (a razão do crescimento da renda) - o Brasil foi para a escola nos anos 90, conseguiu trabalho com carteira assinada, está contribuindo para a Previdência, está investindo em computadores', comentou.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

VONTADE DE SE ENCONTRAR

Por Moises Oliveira

Há mais ou menos uns 2 anos ouvir de um professor de sociologia da Universidade Federal da Bahia, em uma das aulas de Sociologia das Emoções, “ Salvador estava sendo a Cidade do desencontro”. Falava Ele que as pessoas não se encontravam mais como antes na Cidade.

No mesmo período conheci algumas pessoas envolvidas com música, com pedagogia, com sociologia, com bebida, com dança que gostavam muito de curtir as noites, fosse para dançar, beber, conversar, se encontrar nas casas dos amigos para comer, beber, conversar, paquerar, ouvir música, dançar, ir ao cinema, teatro, tocar, cantar etc. Tinha também encontros prazerosos com alguns amigos antigos, a exemplo do mestre dos magos - professor Ivandilson, o prof.: Chico, o mestre Luís, Marcos.


Em algumas noites essa turma reservava um tempinho para as baladas, como diz Magari, “Sábado à noite na calada da noite todo mundo vai pra festa”. Lugares como Escadaria dos Passos, sobre a direção do maestro Jerônimo e convidados; no Sankofa sobre o comando de Magari, participante do Grupo Válvula de Escape, dono de uma admirável voz e de uma mistura rítmica musical transmissora de uma pegada gostosa onde convida todas as pessoas para dançar; e o Grupo musical qual Xanda canta, no mesmo espaço em dia diferente; O cravinho com os seus tira-gostos gostosos e sua diversidade de bebidas prazerosas; O MAN abençoado pelo mar e por arvores, arquitetura colonial, cinema, museu, pelas bonitas pessoas e pela boa música.

Algumas vezes em uns desses lugares pessoas da turma falavam de suas inclinações por romances literários, por poesia, por música, por filosofia. Dizia Sâmara, “tenho que ganhar um livro de Clarice”, “Nietzsche é o cara”. Dizia Talita, “adoro Nietzsche”, entre outros dizeres. Houve uma noite, quando comíamos pizza perto de minha casa, Sâmara nos apresentou, a mim e a Talita, um texto de Rubens Alves. O texto era tão envolvente que nos envolvemos emocionalmente, onde em algum momento a vida de uma das três pessoas se assemelhou ao que estava sendo lido.

Pois, transformamos o objetivo de forma mágica, passando de comer pizza e beber cerveja a beber cerveja, comer pizza e falar sobre nossas emoções, nossos limites e desejos. Não recordo muito bem o título do texto, lembro-me que ele falava sobre liberdade, prisão. Mas isso não tem muita importância. O mais importante foi o momento mágico que vivenciamos.

Enquanto comíamos, bebíamos e conversávamos, em alguns momentos discordando e em outros concordando, nascia solitariamente à idéia: VONTADE DE SE ENCONTRAR, com a intencionalidade de vivenciarmos outros momentos mágicos como o que estávamos vivenciando. A idéia, que deixou de ser solitária depois de alguns minutos, era reunir, além das pessoas que já faziam parte das baladas, outras convidadas por cada um de nós.

Esses encontros deveriam ser em lugares, a exemplo de casas e em outros ambientes apropriados para fazermos uma busca as produções e a biografia de romancistas da literatura brasileira, músicos, musicistas, poetas, poetizas, Filósofos, filosofas a exemplo de Clarice Lispector, Lima Barreto, Mario de Andrade, Vinicius de Moraes, José Lins do Rêgo, Machado de Assis, Fernando Pessoa, Rubens Alves, Mario Quintana, Manuel Bandeira, Chico Buarque, Gonzaguinha, Luís Gonzaga, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Bob Marley, Curtis Mayfield,Wilson Pickett, James Brown, Marvin Gaye, Beethoven, Cazuza, Tim Maia, Sócrates, Platão, Nietzsche, Habermas, Michel Foucault, Marilena Chauí etc.

Assim como falar de nossas emoções – sentimentos, como tristeza, esperança, angustia, alegria, paixões, raiva, sonhos; projetos de vida, seja político universal ou político pessoal,
Prazer de encontrar amigos e vivenciarmos nomes da literatura romântica, da música, da poesia e da filosofia.

Como Vocês leram acima, “esses encontros deveriam acontecer...”. Hoje me pergunto: Por que não nos encontramos mais? Será que o sábio mestre que hoje está presente entre nós só com suas ideias registradas em vários livros tinha razão, “Salvador a cidade do desencontro”?
Vamos nos encontrar?

Síntese de resultado de reflexão em sala



Aluna: Cleise dos Santos Portela Curso Técnico de Segurança do Trabalho
Turno Noturno Escola Metodista Suzana Wesley – Boca do Rio
Profº. Moisés Oliveira



Síntese do Filme O Psicólogo

O filme retrata o drama de um renomado Psicólogo das grandes celebridades, que sofre com a ausência da esposa a quem tanto amava e que cometeu suicídio. Após este episódio o Dr. Henry Carter, passa a beber e fumar compulsivamente, a alimentar-se mal e passa as noites a se embriagar largando-se em qualquer lugar.

“Sem amigos e sem família”, só lhe resta à companhia do seu fiel cachorro e posteriormente de um traficante de drogas que lhe fará “companhia” nos momentos de fuga da realidade.

O trabalho deixa de ser motivador e o Dr. Henry Carter, começa a recusar os casos dos seus pacientes e deixa de trabalhar no programa de televisão após um “surto psicótico”. O renomado psicólogo não sabe reverter o quadro depressivo em que se encontra.

Seu pai, um experiente e também psicólogo, com intuito de ajudar o filho a livrar-se da depressão passa-lhe o caso de uma adolescente chamada Gemma, e que tem problemas semelhantes aos seus, pois sua mãe morrera e ela apesar de desconhecer a causa, não sabe lidar com a situação ocasionando um comportamento agressivo para consigo mesma.

Dr. Carter recusa-se a cuidar do caso alegando que esta adolescente tem problemas reais e que ele não tem condições de resolver, mas aos poucos os dois começam a se entender e se desfazer de laços do passado que os impedem de viver o presente com qualidade.

Ele, negando-se a dormir no quarto do casal na tentativa de não viver a ausência da esposa. Ela, indo ao cinema com o intuito de ficar mais próximo da lembrança da mãe.

Nota-se claramente nos dois personagens sentimento de medo, revolta, agressividade, dificuldade de enfrentar a ausência e fuga da realidade. O renomado psicólogo não percebe que seu comportamento tem causado grande sofrimento em seu cão que morre de saudade. Depois de mais esta perda e de quase perder a vida Dr. Carter se dá uma nova chance e junto com Gemma buscam se ajudar mutuamente e mudar o rumo de suas vidas , se desfazendo dos laços do passado e traçando metas para um novo futuro.
Ele volta a dormir no quarto do casal, que antes havia abandonado e que tanto lhe causava dor, e Ela, se desfaz de todos os bilhetes que lhe mantinha próxima a sua mãe. Apesar das dores e sofrimentos ambos aprendem a conviver com a ausência e as saudades que sentem.

"Síntese de refexão em sala"


Curso: Téc. Segurança do Trabalho
Discente. Fabiano Santos Lima Data: 30/06/2010
Disciplina: Psicologia do Trabalho Docente: Moises Oliveira

Síntese sobre o filme: O Psicólogo – O Doutor Está Fora.

O autor coloca bem o fato de que devemos entender o próximo e não pré julgá-lo ou julgá-lo. No filme são encontrados personagens com diversos distúrbios emocionais e problemas de teores diferentes que se cruzam de maneiras e formas inusitadas, porém há uma interação sobre os conflitos alheios.
A história se passa sobre o conflito do psicólogo que após a morte de sua esposa que cometeu um suicídio, perdeu a identidade profissional e a dignidade. Em uma luta diária com a própria rejeição e a dos amigos, entregando-se ao vicio de entorpecentes tornando-se um homem desatento e confuso com seus propósitos. Neste momento de sua vida ele precisa de alguém que lhe entenda e não que lhe censure... O pai dele sabendo destas condições do filho lhe envia uma nova cliente que não por acaso passa basicamente por conflitos semelhantes, pois ela se torna a ultima cartada do pai, sabendo que só ela em tal situação poderá se ajudar e ajudar seu filho.
O mesmo ocorre na vida real, encaramos os nossos problemas como os piores do mundo, porém quando encontramos alguém que os problemas são piores do que os nossos ficamos aliviados, tentamos até ajudá-los e por consequência quase sempre encontramos soluções para ambos.
No filme há também outros personagens que passam por conflitos e problemas diversos que aquece a trama assim como a realidade. O autor teve a preocupação de abordar fatos do nosso cotidiano de maneira densa que em muitas cenas nos pegamos refletindo sobre nós mesmos.
Por isso a importância de assistirmos o filme de forma leve e desprendidos de quaisquer conceitos e pré-conceitos, pois ao contrário, não entenderemos a nós mesmos quanto mais ao próximo. Isso ocorre também na vida real... Quantas vezes já chegamos com a idéia formada sobre algo e depois temos que retomar novos conceitos. Os princípios não precisam ser mudados quando bons, porém precisam ser ajustados com o mundo.

CADÊ A PARCERIA DA GLOBO NO PELOURINHO?

24/06/2010 18h33 - Atualizado em 24/06/2010 18h42
Copa Solidária ajuda vítimas das chuvas em Alagoas e Pernambuco
Rede Globo entra em parceria com Sesi e Central Única de Favelas para arrecadar donativos para as vítimas das chuvas no Nordeste
imprimir Parceiros no projeto Ação Global, o Sesi e a Rede Globo se uniram à Cufa (Central Única das Favelas) para ajudar a população do Nordeste que está sofrendo com as chuvas dos últimos dias.

A campanha #CopaSolidaria para arrecadação de donativos destinados às vítimas das enchentes tem postos de coleta nos espaços públicos de exibição dos jogos da Copa no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Recife.

As doações - água potável, material de higiene pessoal (pasta ou escova de dentes, escova de cabelo, sabonete, xampu, condicionador) e alimentos não perecíveis (arroz, feijão, fubá, macarrão, leite em pó, açúcar, pó de café e enlatados) - podem ser feitas nos seguintes locais:

RIO DE JANEIRO
Todos os jogos, às 11h
Fifa Fun Fest - Praia de Copacabana

SÃO PAULO
Apenas nos jogos da Seleção Brasileira
Vale do Anhangabaú

Todos os dias da semana, na sede da Defesa Civil
Rua Afonso Pena, nº 130

BELO HORIZONTE
Todos os jogos, às 11h
Praça da Estação - Centro
Praça JK - Sion

RECIFE
Apenas em jogos da Seleção Brasileira
Arena da Praia do Pina

terça-feira, 29 de junho de 2010

“O Dr. Está Fora!”

“O Dr. Está Fora!”
Por Moisés Oliveira*



Quem de nós, curiosos em artes, seja ela Literatura, Música, Dança Culinária, Moda, Pintura, Cinema (...), não fica, no primeiro momento, ao termino de vivencia de uma dessas expressões artísticas sem saber expressar o sentimento de felicidade que toma conta de nossas mentes quando nos identificamos com sua apresentação?
Focalizo minha reflexão na 7ª arte – cinema, cujo filme é, o “O Psicólogo”, traduzido no Brasil com o subtítulo “O Dr. Está Fora”, tendo como atuante principal o ator Kevin Spacey Fowler de origem Norte Americana no papel do Dr. Henry Carter, sob a direção Jonas Pater. A participação de Fowler não se limita a esse filme, pois encontramos a mesma em filmes como, “Beleza Americana” (1999), “Uma Vida sem limites” (2008), “A difícil arte de Amar” (1986), “A Corrente do Bem” (2000) e em outros.
No filme, “O Psicólogo está fora”, o Kevin assume a personagem de um psiquiatra que cuida de importantes personalidades da área do cinema Hollywoodiano, a exemplo do Robin William – vivendo o papel de Jack Holden, Saffron Burrows, Jack Huston, Griffin Dune, Pell James, Robert Logge, Keke Palmer, Laura Ramsey, Gore Vidal, Dallas Roberts e Mark Webber.
O drama ocorre entre 6 personagens principais: uma adolescente passando por problemas de autoestima consequente do suicido da mãe , uma atriz vivendo a separação e sem saber se relacionar com o avanço da idade, um rapaz por nome de Jesus - vendedor de maconha para a alta sociedade, um produtor de filmes com medo de qualquer tipo de contaminação e da morte, uma assistente de produção grávida, por último, belíssima personalidade, o Dr. Carter – vivenciando a problemática causada pelo suicídio da esposa.
Todos os personagens vivenciavam problemas reais tanto para eles quanto para as pessoas que compreendem que não só o seu problema é serio. Vejamos que a atriz sem saber se relacionar com a problemática do avanço da idade, questão vivida por muitas pessoas, principalmente aquelas que percebem a chegada da idade sem ter realizado o projeto de vida que a mesma traçou, não conseguindo aceitar sua velhice; o rapaz que vendia drogas, aparentemente desprovido de problemas de ordem psíquica, porém oferecendo um paliativo para a vida algumas pessoas, viva a sua tranquilamente; o produtor de filmes, de grandes estrelas vivendo em seu mundo de medo, escolhendo algumas pessoas para ele tocar, acreditava assim que a qualquer momento poderia ser contaminado por alguém ou morto por alguma coisa; a assistente de produção vivendo uma vida até então de outras pessoas, seja por ter alugado sua barriga a sua irmã, ou mesmo na aceitação das vontades do seu chefe, tinha um projeto de vida; o Dr. Carter tinha um único projeto de vida, destruir sua vida, seja biológica ou profissional, com ajuda da cânabis e o álcool.
Poderia resumir este comentário dizendo, quem não viu, vá e veja o filme, pois é simplesmente provocador, nos ajuda a pensar a nossa condição humana, nos ajudando a enfrentar nossos fantasmas existências. Mas, ainda não é o momento de ponto final.

O filme reflete a complexidade de problemas envolvidos pela mente humana. Problemas ainda não cristalizados - ainda tornados doenças psicossomáticas, assim como os considerados pela psicologia como doenças de ordem psíquica, ou até mesmo de ordem biopsicossocial.
A tristeza, assunto do livro do Dr. Carter – título, “Pare de se sentir triste” estava entre os 7 mais vendidos, escrito por ele na tentativa de ajudar pessoas a administrarem esse sentimento chamado de tristeza. Mas como pode um livro ajudar pessoas que estão passando por tristeza por falecimento de um ente amado? Como se libertar de um sentimento de tristeza que traz sofrimento?
Sentimentos vivenciados com mais intensidade pelo Dr. Carter e por Jemma, pois os dois tinham perdidos pessoas amadas. Entretanto, é no encontro dessas histórias de sofrimentos que a luz no fim do túnel aparece para que os mesmos deem continuidade as suas vidas.
O recomeço faz parte da vida vivida por nós, simples mortais. Isso enquanto houver vida para ser vivida, terminada com a morte. No filme o Dr. vai ao fim do porço e na morte encontra a vida. Às vezes precisamos “morrer” para encontrar o sentido de viver outra vez. Quantos de nós vegetamos em vez de viver? Vivendo como zubins esperando a morte chegar? Às vezes temos que solicitar ajuda, mas a quem? Penso que viver intensamente a tristeza e enfrentá-la, mas mergulhar na profundeza da melancolia e se ver como coitadinho e coitadinha é o final da vida. O filme passa, entre outras mensagens, a mensagem de que devemos identificar nossos problemas, compreendê-los e tentar transformar, caso não sejamos felizes com eles, ou aprendermos a conviver com os mesmos.

Oliveira, Moisés Batista Santos. Professor de Filosofia e História do Estado e professor de Psicologia do Trabalho da FBE ( Fundação Bahiana de Engenharia)









segunda-feira, 28 de junho de 2010

A FILOSOFIA É O ABSTRATO INALCANÇÁVEL

Por: Ivandilson Miranda *

Num mundo em que se prioriza mais o TER do que o SER, nós seres humanos temos limitações para alcançar as coisas abstratas e dificuldades para valorizar aquilo que a priori não tem valor.

É lógico que precisamos ter casa, ter emprego, ter dinheiro para fazer determinadas coisas, pois estamos num sistema capitalista (o mérito da questão não é um debate político-ideológico sobre modos de produção). Mas, é fundamental ser amigo, ser irmão, ser amoroso, ser crítico, ser cético, ser utópico, ser...

Às vezes, ou na maioria das vezes, só valorizamos as questões que envolvem uma reflexão sobre a nossa condição de SER quando perdemos alguém próximo, quando a relação amorosa não vai bem ou já acabou, quando somos demitidos, quando o TER está ameaçado. Aí refletimos sobre nossas emoções, sobre o que estamos gostando de fazer, sobre como estamos tratando as pessoas em casa e no trabalho, sobre como estamos vivendo de forma tão dura, fria, pragmática e automatizada

TER e não SER é estabelecer uma distância incomensurável com o abstrato, é não se predispor ao menos ao risco e a ousadia de cutucar o infinito. “Preciso aprender a ver o que não se vê, para me transformar no que o amor quiser.” canta o músico Jorge Vercilo na música Invisível.

A Filosofia e a possibilidade do conhecimento crítico nos coloca diante dessa prazerosa missão de saber e ao mesmo tempo de reconhcer que nada sabemos. Sócrates, um dos primeiros filósofos que reconhceu essa dinâmica, nos deu uma grande lição com o SEI QUE NADA SEI e o CONHECE-TE A TI MESMO.

Merleau Ponty, pensador contemporâneo afirmava que “filosofar é reaprender a ver o mundo.” Traduzindo em miúdos: precisamos perceber melhor a realidade, os dias passam e não são iguais e a necessidade de TER compromete a possibilidade de SER.

O Ter é absoluto, concreto, imediato, temporal. O Ser é processo, atemporal, histórico, infinito. A Filosofia é o abstrato inalcançável e como canta Vercilo em sua música paradigmática: “Eu quero ver o invisível, prever o que está no ar.

Eu preciso SER para TER e não TER para SER ou pereder para SER.

• Professor de Humanidade da UNIME - Salvador, professor de filsofia da FBE e mestrando em Cultura e Scociedade.
• Graduação em filsofia pela UCSsal e pós em Metodologia em Educação pela UNEB.

Nada é por acaso: 2ª parte.

Nada é por acaso: 2ª parte.

Por: Moisés Oliveira


Parece que tudo se repete, só muda o ano e as figuras. Estou falando sobre as crises que surgem, sua forma de fabricação, tudo isso movido por uma única força, a econômica. A economia, como já foi escrito anteriormente, neste mesmo texto, move o mundo, move as ideias.

Quando o Consenso de Washington foi implantado a economia, principalmente da América Latina, estava passando por uma situação de crise como descrita abaixo:

Os anos 1990 foram “decepcionantes” para a economia latino-americana, afirma um relatório de especialistas divulgado em 2005. De acordo com o documento, as reformas estruturais realizadas estimularam o crescimento, mas não resolveram problemas antigos. Exemplos citados: o número de pobres aumentou em 14 milhões na década e o Produto Interno Bruto (PIB) per capita caiu mais de 1%, em média, entre 1997 e 2002. Atualidades Vestibular, p.116,1ª semestre de 2006.

Em 1989 a proposta de criação do Consenso de Washington foi pensada pelo Williamson, ex-economista do FMI e do Banco Mundial. Ele elaborou uma lista de medidas que os Estados Unidos deveriam aplicar na América Latina. Essas mediadas foram adotadas obrigatoriamente pelos países latino-americanos, aqueles que deviam aos EUA. Ficou sendo a cartilha do FMI e do BM para todos os países submetidos à política das mesmas instituições financeiras.

Neoliberalismo, também pode ser chamado o Consenso de Washington. O neoliberalismo prega que, o Estado não deve exercer nenhum controle sobre a economia, “o neoliberalismo prega que o funcionamento da economia deve ser entregue às leis de mercado”. Atualidades Vestibular, 2006.

Deve, portanto, promover a abertura econômica por meio da liberalização financeira, comercial e da eliminação das barreiras aos investimentos estrangeiros; a política de privatização deve ser alargada, assim como redução de subsídios, gastos na área social por parte dos governos e mudança nas formas de contratação.

Alguns autores escrevem e falam que a Globalização é datada desde os séculos XV e XVII. Neste texto essas datas não são relevantes, isto porque não nos remeteremos a elas. Interessa-nos refletir como está posta a globalização hoje, em pleno século XXI.

A palavra indica que há crescente interdependência entre mercados, governos, empresas e movimentos sociais em nível global. Essa é a nova fase da economia mundial. Todos estão interligados.

Queda do Muro de Berlim em 1989. Mas antes disso quem não se lembra da crise de 1929? Quebra da Bolsa de Valores de Nova York. Depois desse acontecimento ficou mais que evidente como estávamos interligados! Voltando a queda do muro. Representou o termino dos blocos entre a União Soviética e do Leste europeu.
É como digo às vezes, a sistematização do pensamento e da prática global ocorreu na década de 90 com a chegada das novas ferramentas tecnológicas, dando uma nova roupagem ao sistema de produção capitalista. Ferramentas estas que vão desde a rede de telecomunicação à produção de produtos entre países, exemplo do IPOD feito entre vários países.

Vejamos como está estruturado o planeta terra. Olha como estamos solidariamente organizados. Melhor não poderia estar. Somos, digo o Brasil, campeão de exportação de matéria prima, ainda não é um país que desenvolve manufaturas de forte política competitiva, mas, sim, matéria prima. Hoje a divisão está da seguinte forma:

As multinacionais espalham a cadeia produtiva por vários paises, barganhando com empresas e governos “vantagens competitivas”: componentes mais baratos, salários e impostos menores, menos obrigações trabalhistas e ambientais. Na divisão final do bolo, os paises exportadores de matérias-primas acabam ficando com pouco, enquanto as fatias mais gordas vão para os paises ricos, que controlam o comércio mundial dos manufaturados. Atualidades Vestibular, p.18,1ª semestre de 2009.

Para Marx o capitalismo era o processo normal que deveria seguir à história, passando pelo socialismo até chegar ao comunismo. Hoje não se pensa mais assim. Primeiro pelo desejado pela humanidade, o ter, o acumulo que, diga-se de passagem, está concentrado nas mãos de mais ou menos 2% da população mundial; segundo, a história não tem fim, mas sim nós, simples mortais.

Com a atual crise econômica mundial materializada em 2008, centenas de empresas no mundo inteiro estão sendo fechadas, assim como aumenta o já existente crescente nº. de desempregados no mundo inteiro, mais de 200 milhões, isso quando este texto estava sendo construído. Segundo o grupo dos 20, os mais desenvolvidos economicamente e aqueles em expansão econômica, a crise se estenderá até 2010. Enquanto não chega esse dia às demissões crescem a cada instante, é só acompanhar os noticiários veiculados pelo meio de comunicação que saberemos em quantos milhões está hoje.

Fechamento de indústrias e o crescimento da miséria afetarão mais ainda aqueles que sempre foram afetados, os pobres, a camada mais desfavorecida economicamente, principalmente dos países da América Latina. O plano milionário lançado pelos EUA na sua própria economia trouxe uma luz no final do túnel, mas não o suficiente para evitar a queda econômica no resto do mundo, nem na sua própria. Falam em solidariedade econômica entre os paises, mas quando a crise acabar será que os mais ricos falarão em solidariedade socioeconômica no combate ao crescimento da miséria no mundo em desenvolvimento?

Mundo a vista, bem vindos (as) ao mundo dos sonhos! Hoje o paraíso do capitalismo é nos EUA, 30 milhões de seus habitantes, 10% da sua população, vivem no limiar da pobreza. Assim como no Brasil nos EUA os negros são maioria, são vítimas da política síntese, que o Estado atrapalha o crescimento econômico, portanto não deve interferir na política econômica. Essa teoria cai por terra em plena crise econômica mundial, quando os Estados - Nações socorreram as grandes empresas e indústrias.

OS países, até o Brasil, são chamados a socorrerem os bancários, os grandes bancos, caso não façam serão responsabilizados pela situação causada pelos EUA. No Brasil investimentos que poderiam ir para a área social foram desviados, isso eles não falam, é só prestar atenção como está a educação, a saúde e a segurança, ou melhor, o crescimento da pobreza no Brasil

REREFÊNCIA BIBLIOGRAFICA:

Os Pensadores. História da filosofia. Organizadora Bernadette Siqueira Abrão. São Pulo, ed. Nova Cultura, 1999.
Atualidades Vestibulares. Almanaque. 1ª semestre de 2006, ed. abril.
Atualidade Vestibular+ENEM. 1ª semestre de 2009, ed. Abril.

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Nada é Por Acaso: 1ª parte.

Por: Moisés Batista santos de Oliveira:

Nada é por acaso vai refletir, no primeiro momento, a origem e o contexto do surgimento do Consenso de Washington (neoliberalismo), a política que norteia sua ação e a Globalização; no segundo momento estabelecerá possíveis relações com a reflexão proposta e com atual crise que o mundo está vivendo. Para tanto, se faz necessário fazer o resgate da origem do pensamento econômico neoliberal, assim como alguns pensamentos da Revolução Industrial.

“Um operário desenrola o arame, um outro o endireita, um terceiro o corta, um quarto faz as pontas, um quinto o afia nas pontas para a colocação da cabeça do alfinete (...). Assim, a importante atividade de fabricar um alfinete está dividida em aproximadamente 18 operações distintas (...). (...). A divisão de trabalho, na medida em que pode ser introduzida, gera, em cada oficio, um aumento proporcional das forças produtivas do trabalho escreve ele”. Adam Smith, 1723-1790. Os Pensadores, p. 363, 1999.

Com a chegada da Revolução Industrial, nome adotado por causa das transformações vividas consequentes da Revolução Francesa, a relação entre o homem e a natureza modifica-se, passando a existir uma divisão nítida de quem faz o quê dentro das fabricas. Sendo assim, se inicia o pensamento, a ideia fixa de que o homem pode dominar a natureza através da tecnologia. Essa ideologia inaugurada à era da Revolução Industrial, representando um novo momento na história da humanidade. Esse novo pensar vai além da relação homem / máquina como escrito no fragmento de texto acima. O liberalismo econômico deixa de ser uma ideia para se tornar realidade. Segundo Smith, “a força produtiva do trabalho estava na divisão do trabalho e não da acumulação do dinheiro”.

Quanto mais divisão de trabalho mais produção, mas riqueza, segundo Smith. o fragmento de texto acima representa o finalzinho do século XVIII, época qual o mundo estava entrando no processo tecnológico de implantação do capitalismo profissional. Momento de surgimento de grandes mudanças na área da economia, natureza e cultura, “Esse processo torna-se tão associado à introdução de máquinas nas indústrias que acaba simbolizado pela máquina a vapor (...)”.

A nova época inaugura uma nova relação de trabalho, uma nova forma de penar e agir, “assim, implica uma nova organização da atividade produtiva: Basicamente a substituição do sistema doméstico, em que cada artesão (...) executava um trabalho inteiro (...)”. Os Pensadores, p.365,1999.

Cautelosamente pode ser afirmado que esse novo momento trouxe a implantação da máquina, divisão de trabalho, surgimento das fabricas, indústrias, trabalho infantil, assim como a exploração das mulheres no trabalho fabril, à separação mais significativa entre classes – trabalhadora e patrão, e o surgimento de sindicatos, etc.

As transformações não só estavam ligadas aos aspectos econômicos e tecnológicos. Mas também a uma nova mentalidade ideológico de perceber o mundo, de tratar as pessoas. A visão economicista trazia grandes transformações ao cenário europeu, depois estendendo-se para o mundo Ocidental.Um novo paradigma se apresentava. Mais ou menos assim:

A economia torna-se uma dimensão da realidade - até seria considerada a realidade por excelência,
De que tudo o mais deriva - e, como tal, merece uma análise própria: a economia política. Os pensadores, p.366,1999.

Vivia-se um momento em que a política estava submetida ao poder econômico, todas as decisões, seja ela qual fosse, passava antes pelo retorno financeiro, pelo capital; fato vivido até hoje em pleno século XXI. Nada é por acaso, essa nova forma de pensar e agir era uma resposta à política mercantilista, “ao longo do século XVIII, como reação à política mercantilista pela qual o governo intervinha nas atividades econômicas (...)”. Os Pensadores, p.367,1999.

Laissez faire, laissez passer (“deixar fazer, deixar passar”). Segundo os Pensadores, era o lema dos fisiocratas, que estavam preparando o terreno para o liberalismo econômico. “Um sistema de livre concorrência que consolidaria a economia capitalista e a Revolução industrial”. Os Pensadores, p.367.

G20 se equilibra entre o crescimento e os déficits




REUTERS
Por Lesley Wroughton e Jan Strupczewski

TORONTO (Reuters) - Os líderes mundiais deram, nesse domingo, os últimos retoques nos planos para construir uma economia global mais estável, mas se afastaram da promessa de criar uma alternativa única, à medida que a crise que já dura dois anos dá lugar a uma recuperação desigual.

Equilíbrio foi a palavra do momento. O grupo das 20 principais economias ricas e emergentes do mundo quer reduzir pela metade o déficit orçamentário até 2013 sem impedir o crescimento, e impor restrições ao risco bancário sem sufocar os empréstimos.

"Essa é a corda bamba que temos que atravessar", disse o primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, no início do encontro.

"Para apoiar a recuperação, é indispensável seguir em frente com os planos de estímulo existentes... mas, ao mesmo tempo, países desenvolvidos devem enviar uma mensagem clara que à medida que nossos planos de estímulo chegarem ao fim, vamos nos concentrar em colocar nossas finanças em ordem."

Os líderes também precisam mostrar o progresso obtido com uma promessa feita em setembro de reequilibrar a economia global. Isso quer dizer que nações que dependem de suas exportações, como a China e a Alemanha, precisam olhar para si mesmas e países endividados, inclusive os EUA, precisam mudar sua maneira de contrair e gastar empréstimos.

Fontes do G20 disseram à Reuters que não haveria nenhuma referência à moeda chinesa, o iuan, em uma declaração final a ser divulgada ao final do encontro, nesse domingo. Uma versão prévia do documento, obtida pela Reuters, via com bons olhos a recente decisão de Pequim de afrouxar o controle sobre o iuan.

"A maioria dos membros do G20 recebeu bem os planos do governo da China de introduzir o câmbio flutuante para o iuan", disse Andrei Bokarev, um alto funcionário do departamento de finanças da Rússia. "Mas essa frase não constará no comunicado final, atendendo a um pedido dos chineses."

O presidente dos EUA, Barack Obama, Hu Jintao, presidente da China e líderes das outras potências econômicas do G20, se reuniram pela quarta vez desde que a crise financeira dos EUA, em 2007, trouxe temores de uma nova Grande Depressão.

O G20 se uniu no ano passado para jogar trilhões de dólares na batalha contra a recessão. Desde então, o grupo se tornou o principal fórum para coordenar as ações para vencer os desafios globais da economia.

"A economia mundial está se recuperando aos poucos, mas as bases dessa recuperação ainda não estão sólidas, o processo não está equilibrado e ainda existem muitas incertezas", disse Hu.

Com um crescimento lento em muitos países desenvolvidos, Washington teme que o esforço da Europa para reduzir a dívida pós-recessão pode atrapalhar a recuperação, uma preocupação demonstrada por outros líderes do G20, inclusive pelo primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que entende a pressão feita para colocar as finanças públicas de volta num caminho sustentável, mas pediu aos líderes do G20 que se lembrem de quem paga o ônus.

"Nós não devemos equilibrar o orçamento às custas das pessoas mais pobres do mundo", disse Ban durante o jantar de sábado do G20.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Falando Pacificamente
Por: Marcella O. B. Sampaio

Fazendo uma análise referente ao vídeo - Violentamente Pacificamente, mostrado em sala pelo professor Moisés e comentários dos colegas de curso- Segurança do Trabalho, disciplina Psicologia do Trabalho, pude constatar dois pontos em evidencias; o primeiro em destaque foi a aparência física do homem apresentado no vídeo, negro, cabelo rastafari, tatuado.

A princípio cria-se um preconceito devido a sua aparência física, mas, logo em seguida, podemos observar que por trás daquela aparência aparentemente castigada, encontrava-se um homem com uma mente extremamente pensante e questionadora.

Através do seu linguajar formal em meio as suas gírias populares, ele expressou toda a sua revolta referente à burguesia, aos nossos políticos e a “classe merda”.

Sua reivindicação pacífica fez com que fosse aberta uma discussão em sala de aula referente à violência existente nos bairros periféricos e o que realmente leva os adolescentes a entrarem no mundo da prostituição, tráfico, crime, ao invés de se tornar um cidadão do “bem”.

Expressando agora o meu ponto de vista referente a esse assunto, digo que as classes de poder aquisitivo superior, não oportunizam as classes inferiores, e desde pequenos os moradores dos bairros periféricos tem como exemplos de poder, estabilidade financeira, os traficantes que esbanjam nas suas roupas de marcas, seus carros importados.

Sem falar que esses traficantes para que não haja vazamento de informações, para que os moradores sejam sempre a favor deles, eles cuidam dessa comunidade, cuidam das pessoas que moram lá, dos seus interesses. Eles fazem pela sua comunidade o que os governantes não fazem, e isso acaba lhe dando ainda mais prestígio no meio em que vivem.

Diante disso, os “pequenos” moradores das periferias, vem essas pessoas como um exemplo a ser seguido, um exemplo ao alcance deles, um exemplo que faz parte da realidade deles, não as promessas que eles só vem pela televisão.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Cosntrução de uma nova alternativa.

CONSTRUÇÃO DE UMA ALTERNATIVA.
1ª Parte.

Por, Moises Oliveira.

Todos nós sabemos que em 3 outubro 2010, pós euforia da Copa do Mundo, iremos às urnas para mais uma eleição, dessa vez para presidente, senador, governador e deputado federal.

Nas minhas conversas em sala de aula com alunos e alunas, nas minhas conversas na sala das professoras e professores, em bares, botecos, enfim, nos lugares por onde eu ando me surpreendo com as motivações de muitos brasileiros e brasileiras para votarem nessas eleições.

Tirando os militantes interessados em pagamentos por sua dedicação na preparação de campanha, seja por cargo ou dinheiro vivo; os militantes por convicção ideológica – em duas categorias, aqueles que ambicionam cargo por acreditarem em mudanças socioeconômicas e culturais, e aqueles que acreditam em mudanças estruturais, desde social a cultural, preferindo não ter nenhum cargo.

Assim como, os familiares dos candidatos; os amigos de infância ou mesmo de ambientes de trabalho, Escola, Faculdade, Universidade etc.; os cidadãos e cidadães que buscam retorno capital imediato, sendo empresários ou pessoas comuns. Por fim, os eleitores que deixam se seduzir pelo canto da seria; quem vai por livre escolha e com orgulho voltar em eleição no Brasil?

Houve uma época na história da nossa sociedade em que as convicções ideológicas estavam acima de retorno capital particular. Se a riqueza fosse possibilidade, precisaria ser possibilidade para o coletivo. Ficava fácil identificação de convicções ditas de esquerda e de direita. Época em que Socialismo e Capitalismo não sentavam na mesma mesa para negociar acordos políticos partidários, cujos interesses eram de ordem econômico e empresarial, assim como troca de favores.

Outrora, não muito distante, aproximadamente a partir de 1917 seria muito fácil a identificação de posições antagônicas reais. Podendo ser identificadas por meio do discurso em defesa de mudanças socioeconômicas e culturais para a maioria, assim como nos discursos dos que defendiam mudanças semelhantes para alguns.

Nostalgia? Sim. Por que não sentir saudade de uma época na qual no Brasil, muitas pessoas se orgulhavam em dizer, “eu sou de esquerda”? Território onde muitas lutas foram realizadas para que vivêssemos em terras democráticas?

Você que está lendo este texto já se perguntou, para que existe à política e o político? Muitos de nós desacreditados com a política partidária e com muitos dos políticos, será que não temos alternativa, a não ser a obrigação de votar forçadamente?

Imaginemos um belo dia, em solo brasileiro, a nós for dada a liberdade de exercer a nossa democracia, escolhendo ir voltar ou não? Quem será que aparecerá nas urnas? Que democracia é esta, mesmo contra a vontade da maioria da população votar é uma obrigação e não uma escolha? Por que será que pessoas são obrigadas a exercer um direito? Será que por causa daquela frase que muitos políticos e intelectuais proferem, “o povo é analfabeto politicamente”?

Aguardem a continuidade do texto 1. Em breve sairá o nº 2.